quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

FELIZ 2011


Desejo um ano novo de muitas felicidades para todos os amigos, amigos-alunos, alunos e Instituições de ensino que comigo trilharam, neste ano de 2010, o arduo caminho da educação. Parabenizo aos alunos do Colégio Exponente, Colégio São Bento - Olinda, CFI, Colégio Integral, Colégio Master - Olinda, Colégio Militar do Recife, Colégo Elo, Faculdade Joaquim Nabuco e o Colégio Damas. Entramos 2011 com amarca de 8000 visiantes, número pequeno mais consistente. Obrigado!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

QUESTÃO DE HISTÓRIA DA SEMANA


Leia o testemunho de Baxter, puritano inglês:
"Uma grande parte dos cavaleiros e gentil-homens de Inglaterra (...) aderira ao rei [Carlos I, 1625-1649]. (...) Do lado do Parlamento estavam uma pequena parte da pequena nobreza de muitos dos condados e a maior parte dos comerciantes e proprietários, especialmente nas corporações e condados dependentes do fabrico de tecidos e de manufaturas desse tipo. (...) Os proprietários e comerciantes são a força da religião e do civismo no país; e os gentil-homens, os pedintes e os arrendatários servis são a força da iniquidade."
(Adaptado de: Christopher Hill. A Revolução Inglesa de 1640.)

O testemunho acima ilustra, em parte, as polarizações sociais e políticas que caracterizaram a Revolução Puritana, na Inglaterra, entre 1642 e 1649.
Dentre as afirmativas abaixo, assinale a única que NÃO apresenta de modo correto uma característica dessa revolução:

a) Dela resultou o enfraquecimento do poder do soberano, contribuindo para a afirmação das prerrogativas e interesses dos grupos que apoiavam o fortalecimento das atribuições do Parlamento.
b) Ela inseriu-se no conjunto de conflitos civis europeus, da primeira metade do século XVII, marcadamente caracterizados pela superposição entre identidade política e identidade religiosa.
c) Ela ocasionou uma sangrenta guerra civil, estimuladora, entre outros aspectos, da proliferação de seitas não-conformistas, profundamente condenadas e reprimidas pelos puritanos mais moderados.
d) Ela estimulou a crescente aplicação de concepções liberais, defendidas em especial pelos comerciantes, particularmente no que se referia às relações mercantis com os colonos da América.
e) Ela representou um dos primeiros grandes abalos nas práticas do absolutismo monárquico na Europa, simbolizado não só pelo julgamento, mas, principalmente, pela decapitação do monarca Carlos I.


resp.: d

INSS - QUESTÕES DE CONCURSO


01 São iguais os direitos previdenciários de trabalhadores
A) avulsos e autônomos.
B) com vínculo empregatício, exceto os domésticos e avulsos.
C) com vínculo empregatício, inclusive os domésticos e avulsos.
D) domésticos e segurados especiais.
E) autônomos e segurados especiais.

02 Durante o período de graça, o segurado
A) não pode recolher contribuição como facultativo.
B) só poderá trabalhar em atividades que não prejudiquem sua integridade física.
C) conserva o direito ao auxílio-doença.
D) perceberá o auxílio-reclusão, se tiver baixa renda.
E) não perceberá o seguro-desemprego.

03 Equiparam-se aos filhos de qualquer condição, mediante declaração escrita do segurado e prova de que sobrevivem às custas deste, na qualidade de dependentes,
A) a mãe e o pai inválido.
B) os irmãos não emancipados, inválidos, de qualquer condição.
C) a pessoa que com ele mantenha união estável e seus filhos menores.
D) os menores sob tutela.
E) as pessoas menores de 21 anos ou maiores de 60 anos, ou inválidas.

04 Constitui princípio aplicável especificamente à previdência social:
A) amparo às crianças e adolescentes carentes.
B) autonomia da vontade.
C) participação da iniciativa privada em caráter concorrente.
D) cálculo dos benefícios considerando-se os salários-de-contribuição corrigidos monetariamente.
E) acesso universal igualitário.

05 É exigível comprovação do período de carência para concessão de
A) aposentadoria por tempo de contribuição a segurado especial.
B) aposentadoria por invalidez a contribuinte individual acometido de AIDS.
C) salário-maternidade a empregada, exceto a doméstica.
D) pensão por morte ou auxílio-reclusão aos dependentes.
E) auxílio-acidente decorrente de incapacidade extralaborativa.

06 A aposentadoria por invalidez será cancelada,
A) após cinco anos, para o contribuinte individual que tiver direito a retornar à função que desempenhava na empresa no momento em que se aposentou.
B) imediatamente, se o segurado recusar tratamento cirúrgico gratuito.
C) após tantos anos quantos forem os anos de duração do auxílio-doença e da aposentadoria, quando o segurado for considerado reabilitado para o exercício do trabalho.
D) mesmo que o segurado esteja apto para o exercício de atividade diversa da que habitualmente exercia, desde que siga sendo paga pelo prazo de doze meses.
E) a partir da data do retorno voluntário ao trabalho, ainda que em atividade diversa daquela que o segurado exercia habitualmente.

07 Integram o salário-de-contribuição do empregado:
A) os ganhos habituais e os ganhos eventuais.
B) a totalidade dos abonos e diárias, bem como as cotas do salário-família.
C) o salário-maternidade, observado o limite máximo de contribuição.
D) a importância recebida a título de incentivo à demissão.
E) o valor relativo ao reembolso de despesas com creche.

08 A observância do princípio da eqüidade e da regra contrapartida no custeio exige que
A) todas as prestações da assistência social sejam financiadas pelas contribuições sociais cobradas de trabalhadores e empregadores.
B) as empresas contribuam conforme o risco gerado pela atividade econômica e os valores arrecadados se destinem ao pagamento das prestações.
C) a cada um dos três setores da seguridade social corresponda plano de custeio específico.
D) ao incremento da arrecadação corresponda, automaticamente, a redução das contribuições.
E) a receita de contribuições seja destinada, com exclusividade, ao financiamento dos benefícios da previdência social.

09 Quanto ao tempo de serviço é correto afirmar que
A) sua comprovação não pode ser feita, na via administrativa, quando relativa a período anterior à perda da qualidade de segurado.
B) é desnecessária sua comprovação pelo trabalhador autônomo, que pode simplesmente declarar e recolher as contribuições respectivas, independentemente de prova da atividade.
C) segundo a lei previdenciária, basta a prova exclusivamente testemunhal, desde que relativa a atividade rural assemelhada, esta quando prestada em regime de economia familiar.
D) pode apenas ser comprovado mediante anotações lançadas em Carteira de Trabalho e Previdência Social, quando relativo a atividades rurais prestadas após 5 de outubro de 1988.
E) a lei previdenciária admite comprovação, em casos excepcionais, independentemente de início de prova material, mesmo em relação a atividades urbanas.

10 A assistência social será devida
A) ao pobre, mediante recursos do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza e ao portador de deficiência cuja subsistência não possa ser provida por si ou pelos respectivos familiares.
B) ao idoso que se encontra em período de graça no regime geral de previdência social.
C) aos dependentes do segurado de baixa renda quando não tiver sido cumprido o requisito de carência para o deferimento do auxílio-reclusão.
D) ao segurado quando deixa de perceber o seguro-desemprego.
E) ao executor do funeral do pobre, conforme deliberação a ser tomada, em cada caso, pelo Conselho Nacional de Assistência Social.

RESPOSTAS
1 B
2 C
3 D
4 D
5 A
6 E
7 C
8 B
9 E
10 A

sábado, 25 de dezembro de 2010

INSS - APOSTILAS GRÁTIS


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Prof. Marcos Lima

INSS QUESTÕES


01 Considerando a orientação dos Tribunais Superiores sobre a legislação previdenciária, assinale a assertiva incorreta.
A) A definição, em ato regulamentar, de grau mínimo de disacusia, não exclui, por si só, a concessão do benefício previdenciário.
B) Não é inconstitucional a inclusão de sócios e administradores como contribuintes obrigatórios da Previdência Social.
C) Compete à Justiça Estadual processar e julgar os litígios decorrentes de acidente do trabalho.
D) Em caso de acidente de trabalho ou de transporte, a companheira tem direito a ser indenizada pela morte do amásio, se entre eles havia impedimento para o matrimônio.
E) A ação acidentária prescinde do exaurimento da via administrativa.

02 Não é segurado facultativo da Previdência Social:
A) pessoa participante de regime próprio de previdência.
B) a dona-de-casa.
C) o síndico de condomínio, quando não remunerado.
D) aquele que deixou de ser segurado obrigatório da previdência social.
E) o bolsista que se dedique em tempo integral a pesquisa.

03 Nos termos da legislação previdenciária, assinale qual dos requisitos abaixo não é exigido da empresa para fins de isenção de contribuições.
A) Ser reconhecida como de utilidade pública federal.
B) Ser reconhecida como de utilidade pública pelo respectivo Estado, Distrito Federal ou Município onde se encontre a sua sede.
C) Ser portadora do Registro e do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social fornecidos pelo Conselho Nacional de Assistência Social.
D) Não perceber seus diretores vantagens ou benefícios, por qualquer forma ou título, em razão das competências, funções ou atividades que lhes são atribuídas pelo respectivo estatuto social.
E) Estar em situação irregular em relação às contribuições sociais.

04 Nos termos da legislação previdenciária, assinale a opção na qual não é exigido da empresa a prova da inexistência de débito.
A) Na licitação.
B) Na contratação com o poder público.
C) No recebimento de benefícios ou incentivo fiscal ou creditício concedidos pelo poder público.
D) Na alienação ou oneração, a qualquer título, de bem móvel de pequeno valor incorporado ao ativo permanente da empresa.
E) Na alienação ou oneração, a qualquer título, de bem imóvel.

05 A respeito do regime geral de previdência social e da classificação dos segurados obrigatórios, assinale a assertiva incorreta.
A) Como empregado - aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não-eventual, sob sua subordinação e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado.
B) Como trabalhador avulso - quem presta, a diversas empresas, sem vínculo empregatício, serviço de natureza urbana ou rural definidos em Regulamento.
C) Como contribuinte individual - o ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa.
D) Como empregado - o titular de firma individual urbana ou rural.
E) Como contribuinte individual - o diretor não-empregado e o membro de conselho de administração de sociedade anônima.

06 A respeito do conceito previdenciário de empresa ou de empregador doméstico, assinale a assertiva incorreta.
A) Empresa - a firma individual ou sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos, bem como os órgãos e entidades da administração pública direta, indireta ou fundacional.
B) Empregador doméstico - a pessoa ou família que admite a seu serviço, sem finalidade lucrativa, empregado doméstico.
C) Equipara-se à empresa, para os efeitos da Lei 8.213/91, o contribuinte individual em relação a segurado que lhe presta serviço.
D) Equipara-se à empresa, para os efeitos da Lei 8.213/91, a cooperativa.
E) Equipara-se à empresa, para os efeitos da Lei 8.213/91, a associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade.

07 Não constitui receita das contribuições sociais:
A) as das empresas, incidentes sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados a seu serviço.
B) as dos empregadores domésticos, incidentes sobre o salário-de-contribuição dos empregados domésticos a seu serviço.
C) as provenientes da União.
D) as das empresas, incidentes sobre o faturamento e o lucro.
E) as incidentes sobre a receita de concursos de prognósticos.

08 A respeito dos períodos de carência, assinale qual dos benefícios abaixo necessita de período de carência:
A) Pensão por morte.
B) Auxílio-reclusão.
C) Salário-família.
D) Auxílio-acidente.
E) Auxílio-doença.

09 Com relação às espécies de prestações e aos beneficiários correspondentes, assinale a opção incorreta.
A) Aposentadoria por invalidez - segurado.
B) Pensão por morte - dependente.
C) Salário-família - segurado.
D) Auxílio-acidente - dependente.
E) Auxílio-doença - segurado.

10 Com relação às espécies de prestações e aos períodos de carência correspondentes, assinale a opção incorreta.
A) Aposentadoria por invalidez oriunda de doença profissional - doze contribuições.
B) Auxílio-doença- doze contribuições.
C) Salário-família - zero contribuições.
D) Auxílio-funeral - zero contribuições.
E) Pensão por morte - zero contribuições.

RESPOSTAS

1 D
2 A
3 E
4 D
5 D
6 A
7 C
8 E
9 D
10 A

LUZ SOLAR PODE VIRAR COMBUSTÍVEL



Pesquisadores desenvolvem reator que converte luz solar em combustível líquido

JC - Publicado em 25.12.2010, às 11h03

Um protótipo de gerador que pode transformar a luz do sol em combustível foi demonstrado com sucesso em laboratório por pesquisadores dos Estados Unidos e da Suíça.

Em um processo semelhante à fotossíntese, a máquina usa raios solares e o metal cério para quebrar as moléculas de dióxido de carbono ou água e transformá-las em combustíveis líquidos que podem ser armazenados e transportados.

A pesquisa, que foi publicada na revista Science, explica que o novo dispositivo é diferente dos painéis fotovoltaicos (que aproveitam a luz para gerar energia) normais.

Os painéis fotovoltáicos convencionais só podem usar a eletricidade que geram no mesmo local em que estão instalados e não conseguem gerar combustível à noite.

O novo reator de energia solar, no entanto, consegue gerar combustível que pode ser armazenado e transportado. E também poderia continuar funcionando no fim do dia.

MODELO - A máquina tem uma janela feita de quartzo e uma cavidade que concentra a luz do sol e a direciona para um cilindro revestido com óxido de cério, um metal de terra rara.

O cério tem uma propensão natural a liberar oxigênio quando aquece e absorvê-lo quando esfria.

Depois que o metal é aquecido pela luz do sol, dióxido de carbono ou água são bombeados para dentro do recipiente.

O cério retira o oxigênio presente nestes elementos enquanto esfria, em uma reação química que cria monóxido de carbono ou hidrogênio.

O hidrogênio produzido pode ser usado para abastecer células de hidrogênio em carros, enquanto a combinação de hidrogênio e monóxido de carbono pode ser usada para criar uma espécie de "gasolina sintética.

Segundo os inventores do reator solar, o aproveitamento das propriedades do cério é o grande avanço científico da pesquisa.

Por ser o metal de terra rara mais abundante que há, o cério torna a fabricação do dispositivo mais barata e sua produção mais viável.

domingo, 19 de dezembro de 2010

POLÍCIA É CONDENADA POR DESRESPEITAR O MST



Uma decisão do Ministério Público de Pernambuco obriga a Associação dos Oficiais, Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar/Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (AOSS) e a empresa de outdoors Stampa, a veicular 21 outdoors com mensagens de promoção e defesa dos direitos humanos e da Reforma Agrária
Arte será definida pelo MST e aprovada pelo Ministério Público.
A entidade, atualmente denominada Associação dos Militares de Pernambuco (AME), terá ainda que publicar retratações públicas ao MST no Diário Oficial, no jornal interno da policia militar e no página na internet da associação. A contrapropaganda deve ser veiculada a partir de março de 2011.
A decisão é resultado do Termo de Ajustamento de Conduta no procedimento administrativo Nº 06008-0/7, no Ministério Público de Pernambuco.
O pedido foi apresentado pela organização de direitos humanos Terra de Direitos, pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) e pelo MST por danos morais e direito de resposta contra a AOSS, em virtude da 'campanha publicitária' contra o MST realizada pela Associação em 2006.
A AOSS distribuiu nas principais vias públicas do Recife e nas rodovias do Estado de Pernambuco outdoors e jornais, além de propagandas nos horários nobres das rádios e televisões, peças com conteúdos difamatórios e preconceituosos contra os Sem Terra.
Nos outdoors, veiculava-se a seguinte mensagem: 'Sem Terra: sem lei, sem respeito e sem qualquer limite. Como isso tudo vai parar?'
A campanha tinha o claro objetivo de criminalizar o MST e seus militantes e deslegitimar a luta pela Reforma Agrária dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, incitando a sociedade e os próprios policiais militares à violência contra os Sem Terra.
À época da campanha, o presidente da AOSS era o atual deputado estadual Major Alberto Jorge do Nascimento Feitosa, que assinou pessoalmente os materiais da campanha junto com a associação.
Durante inquérito para apurar o caso, o Ministério Público ouviu representantes da AOSS e das organizações de direitos humanos.
De acordo com o depoimento do capitão da PM-PE Vlademir José de Assis, que assumiu a presidência da AOSS depois da saída do Major Feitosa, a campanha foi financiada por grupos empresariais, proprietários de empresas de TV e políticos pernambucanos.
O Ministério Público considerou a campanha um abuso aos direitos humanos e um desrespeito aos princípios constitucionais de liberdade de reivindicação e de associação, e acima de tudo, uma ofensa à dignidade da pessoa humana.

Blog com texto livre

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

QUESTÃO DE SOCIOLOGIA DA SEMANA


A fábrica global instala-se além de toda e qualquer fronteira, articulando capital, tecnologia, força de trabalho, divisão do trabalho social e outras forças produtivas. Acompanhada pela publicidade, a mídia impressa e eletrônica, a indústria cultural, misturadas em jornais, revistas, livros, programas de rádio, emissões de televisão, videoclipes, fax, redes de computadores e outros meios de comunicação, informação e fabulação, dissolve fronteiras, agiliza os mercados, generaliza o consumismo. Provoca a desterritorialização e reterritorialização das coisas, gentes e ideias. Promove o redimensionamento de espaços e tempos.
(Octavio Ianni, Teorias da Globalização, 2002.)

Partindo da metáfora de fábrica global de Octavio Ianni, pode-se identificar como características da globalização

a) o amplo fluxo de riquezas, de imagens, de poder, bem como as novas tecnologias de informação que estão integrando o mundo em redes globais, em que o Estado também exerce importante papel na relação entre tecnologia e sociedade.
b) a imposição de regras pelos países da Europa e América do Sul nas relações comerciais e globais que oprimem os mais pobres do mundo e se preocupam muito mais com a expansão das relações de mercado do que com a democracia.
c) a busca das identidades nacionais como única fonte de significado em um período histórico caracterizado por uma ampla estruturação das organizações sociais, legitimação das instituições e aparecimento de movimentos políticos e expressões culturais.
d) o multiculturalismo e a interdependência que somente podemos compreender e mudar a partir de uma perspectiva singular que articule o isolamento cultural com o individualismo.
e) a existência de redes que impedem a dependência dos polos econômicos e culturais no novo mosaico global contemporâneo.


RESP.: a

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

SÃO BENTO - GABARITO DA PROVA



1. Leia o texto:
“21 de janeiro de 1822 – Fui à terra fazer compras com Glennie. Há muitas casas inglesas, tais como seleiros e armazéns, de secos e molhados; mas, em geral, os ingleses aqui vendem as suas mercadorias em grosso a retalhistas nativos ou franceses. Quanto a alfaiates, penso que há mais ingleses do que franceses, mas poucos de uns e outros. Há padarias de ambas as nações (...). As ruas estão, em geral, repletas de mercadorias inglesas. A cada porta as palavras Superfino de Londres saltam aos olhos: algodão estampado, panos largos, (...), mas, acima de tudo, ferragens de Birmingham, podem-se obter um pouco mais caro do que em nossa terra nas lojas do Brasil, além de sedas, crepes e outros artigos da China. Mas qualquer cousa comprada a retalho numa loja inglesa ou francesa é, geralmente falando, muito cara.” (GRAHAM, Maria. Diário de uma viagem ao Brasil. São Paulo: Edusp, 1990).
O texto acima, de Maria Graham, uma inglesa que esteve no Brasil em 1821, remete-nos a um contexto que engloba
a) os efeitos da abertura dos portos e dos tratados de 1810.
b) o processo de globalização da economia no Brasil.
c) as reformas econômicas do Marquês de Pombal.
d) a suspensão do Tratado de Methuen, com a ampliação da influência inglesa no Brasil.
e) os efeitos da mineração, que contribuíram para interligar as várias regiões do Brasil ao Exterior.

2. Assinale a alternativa que define o papel da “abertura dos portos” no processo de descolonização.
a) A abertura dos portos às nações amigas anulou a política mercantilista desenvolvida por Portugal, junto à sua antiga colônia na América, tornando-a de imediato independente.
b) As novas condições criadas pela Revolução Industrial na Inglaterra e, conseqüentemente, o controle que este país exercia sobre o comércio internacional e os transportes marítimos não permitiam a Portugal, seu antigo aliado, exercer o pacto colonial.
c) A política de portos abertos na América era muito importante para as colônias e negativa para as metrópoles.
d) A abertura dos portos possibilitou ao BRASIL negociar livremente com todas as nações, inclusive com a França.
e) Através da abertura dos portos, o BRASIL pôde definir uma política protecionista de comércio à sua nascente indústria naval.
3. A dissolução da Constituinte de 1823, provocou em Pernambuco, grande foco do liberalismo, aspirações de autonomia. Tal posição baseava-se em uma tradição guerreira e revolucionária que vinha do século XVII e havia sido mantida pela Guerra dos Mascates e pela Revolução de 1817.
Na revolução, que ora eclodia, um de seus líderes foi fuzilado. Os nomes da revolução e do líder são:
a) Revolução Praieira, Beckman;
b) Balaiada, Pedro Dias Pais Leme;
c) Confederação do Equador, Frei Caneca;
d) Guerra dos Farrapos, Bento Gonçalves;
e) Guerra dos Emboabas, Manuel Nunes Viana.

4. O anteprojeto que deveria servir de base para a Primeira Constituição do Brasil, em discussão na Assembléia Constituinte em setembro de 1823, tinha como uma de suas características:
a) O espírito liberal de seus artigos, permitindo às camadas populares o direito de elegerem os seus representantes.
b) A tentativa de limitar a influência da aristocracia rural nas decisões políticas.
c) A tentativa de os portugueses, desde que dispusessem de uma determinada renda, exercerem cargos públicos.
d) A limitação ao máximo o poder de Pedro I, com a valorização do poder da representação nacional.
e) A completa eliminação de fatores econômicos na organização do eleitorado brasileiro.

5. A Independência do Brasil não foi um mero projeto pessoal de Pedro I e de uns poucos grandes homens. Esta emancipação política é um dos aspectos da crise do sistema colonial e se relaciona profundamente com as mudanças econômicas em marcha, na Europa, desde o século XVIII. A nossa Independência.
0 0. obedeceu às exigências do processo capitalista que tem como pressuposto a liberdade de troca;
1 1. alterou profundamente a tradicional posição ocupada pelo Brasil no mercado internacional como fornecedor de matérias primas;
2 2. permitiu a continuidade da ordem social baseada no latifúndio e na escravidão;
3 3. teve o apoio das classes dominantes que sentiam necessidade de eliminar o intermediário na compra de produtos manufaturados;
4 4. garantiu a diminuição do trabalho escravo no Brasil, estimulando um dinâmico mercado interno.

6. A Confederação do Equador foi proclamada no dia 2 de julho de 1824, pelo governador Paes de Andrade, eleito pelo povo de Pernambuco. Sobre a Confederação podemos afirmar:
0 0. era um novo Estado inspirado no modelo americano, com dois poderes: Executivo e Legislativo;
1 1. queria reunir as províncias do Brasil sob a forma federalista, com um governo representativo e republicano;
2 2. escolhendo o seu governador, os pernambucanos marcaram o rompimento com o poder central;
3 3. as divergências entre a classe dominante e o poder central foram a única razão do movimento;
4 4. a decisão de abolir o tráfico de escravos no porto do Recife causou profundas divisões no movimento.


GABARITO:
01 – A
02 – B
03 – C
04 – D
05 – VFVVF
06 – VVVFV

Questão de Filosofia da Semana


O mundo atual é uma realidade multiforme e complexa que tem inspirado muitos filósofos a debruçar-se sobre as questões que são colocadas às sociedades, com variedade de posições e criatividade, num leque de opções que pode assim definir-se:
A) Apesar de sua importância as questões ambientais não têm captado a atenção dos filósofos.
B) Em questões políticas a grande maioria dos filósofos atuais defende os regimes fortes e as ditaduras.
C) A globalização contribuiu para dar ao pensamento oriental, nomeadamente às doutrinas tradicionais indianas e chinesas, ascendência dominante sobre a filosofia ocidental.
D) No que se refere à Bioética todos os problemas morais devem ser decididos pelas ciências médicas sem recurso à filosofia.
E) As grandes "escolas" ou tendências doutrinárias do século XX, como neo-escolástica, existencialismo, e marxismo cederam lugar a outras tendências e teorias, mas não desapareceram.


resp.: e

domingo, 5 de dezembro de 2010

COVEST 2ª FASE - HISTÓRIA



GABARITO PRELIMINAR

01 - FFFVF - HG - FILOSOFIA GREGA
02 - FFFVF - HG - ROMA IMPERIAL
03 - VFVVF - HG - RELIGIÃO MUÇULMANA
04 - FFFVV - HG - FEUDALISMO
05 - VFVFV - HB - ECONOMIA COLONIAL
06 - VFFFF - HG - REFORMA RELIGIOSA
07 - VFFFV - HB - REVOLTAS COLONIAIS
08 - FVFVF - HG - CAPITALISMO - KARL MARX
09 - FFVFF - HB - REPÚBLICA VELHA
10 - VFVFF - HG - MODERNISMO - ARTES PLÁSTICAS
11 - FVFVF - HB - CINEMA NOVO
12 - FFFFV - HB - GOVERNOS POPULISTAS - JÂNIO QUADROS
13 - FVFVF - HB - PT - TRAJETÓRIA POLÍTICA
14 - FFFVF - HG - CUBA DO SÉCULO XXI
15 - FFVFF - HG - EFEITOS DAS NOVAS TECNOLOGIAS NA SOCIEDADE
16 - FVFFF - HG - SOCIEDADE DO SÉCULO XXI

sábado, 4 de dezembro de 2010

EDUCAÇÃO (Visão de uma psiquiatra)


Palestra ministrada pelo Dr. Içami Tiba em Curitiba.

1. A educação não pode ser delegada à escola.
Aluno é transitório. Filho é para sempre.

2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar alguém com internet, som, tv, etc.

3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.

4. Confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.

5. Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona.

6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai disse que não ganhará doce, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente. Em casa que tem comida, criança não morre de fome . Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.

7. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.

8. Temos que produzir o máximo que podemos, pois na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio. Não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.

9. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente, pois aquela informação, de que droga faz mal, não está gerando conhecimento.

10. A gravidez é um sucesso biológico, e um fracasso sob o ponto de vista sexual.

11. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para da droga fazer uso. A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da idéia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve 'abandoná-lo'.

12. A mãe é incompetente para 'abandonar' o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.

13. Homem não gosta quando a mulher vem perguntar: 'E aí, como foi o seu dia?'. O dia, para o homem, já foi, e ele só falará se tiver alguma coisa relevante. Não quer relembrar todos os fatos do dia..

14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.

15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.

16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se desistir ou for mal na faculdade.

17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca.

18. Mães, muitas são loucas. Devem ser tratadas. (palavras dele).

19. Se a mãe engolir sapos do filho, a sociedade terá que engolir os dele.

20. Videogames são um perigo. Os pais têm que explicar como é a realidade. Na vida real, não existem 'vidas', e sim uma única vida. Não dá para morrer e reencarnar. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.

21. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão.

22. Pai não pode explorar o filho por uma inabilidade que o próprio pai tenha. 'Filho, digite tudo isso aqui pra mim porque não sei ligar o computador'. O filho tem que ensiná-lo para aprender a ser líder. Se o filho ensina o líder (pai), então ele também será um líder.

23. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. Não há hierarquia. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.

24. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.

25. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que saber qual é o consumo (KWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto que isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.

26. Dinheiro 'a rodo' para o filho é prejudicial. Tem que controlar e ensinar a gastar.

The Police...simplesmente.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O MÉTODO TRI



Brasília – O Escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil informou, por meio de nota, que a metodologia aplicada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – a Teoria de Resposta ao Item (TRI) – garante a isonomia das provas, ainda que elas tenham de ser aplicadas em períodos diferentes.

De acordo com o órgão, a metodologia apresenta amplo respaldo na literatura científica internacional e tem sido utilizada em um conjunto importante de avaliações conduzidas por organismos internacionais.

Uma das vantagens da TRI, segundo a ONU, é a possibilidade de elaboração de provas diferentes para um mesmo exame, que podem ser aplicadas em qualquer período do ano, para grupos distintos, mas com o mesmo grau de dificuldade.

"Vale ressaltar ainda que a metodologia da TRI prioriza o uso de habilidades reflexivas e analíticas em detrimento da memorização de conteúdos, o que representa um avanço importante em relação a outros modelos de avaliação", diz a nota.

Após problemas registrados durante a aplicação do Enem no último fim de semana, a Justiça Federal do Ceará suspendeu o exame e defende que as provas sejam reaplicadas para todos os candidatos. Já o Ministério da Educação quer que apenas os candidatos que foram prejudicados tenham o direito de fazer uma nova avaliação.

por luisnassif

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

PRÉ-HISTÓRIA




Conhecemos por Pré-História o longo período da existência do homem que se situa entre o surgimento do homem e a invenção da escrita.
Nesse período, ocorreu a longa e lenta evolução do homem, desde o surgimento do australopithecus - nosso antepassado mais longínquo - até o homem de Cro¬Magnon, que possui características semelhantes às do homem atual.

Os Hominídeos Fósseis

Os hominídeos são os antecedentes diretos do homem. Até hoje, os fósseis mais antigos de hominídeos de que temos notícia foram descobertos na Tanzânia, na África, o que confirma a hipótese de que o berço da humanidade é, realmente, o continente africano.

Em 1924, foi encontrado, na África do Sul, o primeiro crânio de um australopithecus (macaco do sul). Achados arqueológicos, na década de 50, mostram que o australopithecus já possuía posição ereta. Sabemos que são vários os tipos de australopithecus e que ele viveu há cerca de 3 milhões de anos nas savanas da África. Sua altura era de aproximadamente 1,3 metro de altura, pesava cerca de 30 quilos e sua capacidade craniana era de 500 cm3, pouco maior que a de um chimpanzé, que é de 400 cm3. Em 1974, foi encontrado um fóssil do sexo feminino de aproximadamente 20 anos de idade, que foi nomeado de Lucy.
Até hoje não ficou esclarecido como ocorreu o desaparecimento dos australopithecus. Supõe-se que eles tenham sido destruídos em confrontos com hominídeos mais evoluídos, que já conheciam instrumentos de pedra.

 Homo habilis

Viveu há aproximadamente 2 milhões de anos, tendo sido contemporâneo do australopithecus. Sua capacidade craniana era de aproximadamente 800 cm3. Foi o primeiro hominídeo a apresentar habilidade com as mãos, daí ser chamado de homo habilis (homem hábil), e a fabricar instrumentos de pedra. Com esses instrumentos, era capaz de esquartejar animais que haviam sido mortos por predadores e, dessa forma, incluia a carne em sua dieta.

 Homo erectus ou Pithecantropus erectus

O Homo erectus surgiu na África centro-oriental, aproximadamente 500 mil anos após o surgimento do Homo habilis. O primeiro fóssil de Homo erectus foi encontrado em Java, em 1890, e recebeu o nome de homem de Java. Os exames realizados indicam que o homem de Java viveu há 700 mil anos, tinha, no máximo, 1,50 metro de altura e seu cérebro aproximadamente 1 000 cm3.
O homem de Pequim, encontrado na China em 1926, é outro exemplar do Homo erectus, que viveu há 300 mil anos. Objetos encontrados juntamente com esse fóssil indicam que ele já havia atingido um elevado estágio de desenvolvimento. O acabamento de seus instrumentos era de melhor qualidade que os do Homo habilis, e há 500 mil anos ele já dominava o fogo e construía seus abrigos.
O estudo dos fósseis do Homo erectus permite a conclusão de que eles tinham a capacidade de articular sons, podendo assim ter desenvolvido uma linguagem falada através da qual podem ter transmiti¬do conhecimentos a seus descendentes.
Os especialistas supõem que, por motivos desconhecidos, o Homo erectus tenha saído da África para povoar a Ásia e a Europa.

 Homo sapiens

O Homo sapiens surgiu há 350 mil anos. De acordo com os especialistas, existem dois tipos de Homo sapiens: o homem de Neanderthal e o homem de Cro-Magnon.

 O Homem de Neanderthal
Foi encontrado na Alemanha em 1856. Fisicamente esses hominídeos eram robustos, tinham o crânio levemente achatado e pouco queixo. Sua altura era cerca de 1,60 metro e sua capacidade craniana era de 1 500 cm3. Eram caçadores e viviam em regiões da Europa e do Oriente Médio, onde caçavam mamíferos de grande porte.
Algumas práticas, como o sepultamento dos corpos em posição fetal e cobertos de flores, indicam o nível elaborado de sua organização social. Provavelmente, eles já se expressavam pela linguagem falada. O Homem de Neanderthal desapareceu há 35 000 anos e, até hoje, não se sabe a razão de sua extinção.

 O Homem de Cro-Magnon

Em 1868, foi encontrado na França um fóssil do que ficou conhecido como o Homem de Cro-Magnon. Ele surgiu há aproximadamente 40 000 anos e, até hoje, não se sabe com certeza se houve alguma convivência entre o Homem de Neanderthal e o de Cro-Magnon. Fisica¬mente, o Homem de Cro-Magnon era diferente do Homem de Neanderthal. Era alto, cerca de 1,80 metro, sua arcada superior era menos saliente, o volume de seu cérebro era de 1 600 cm3, seu queixo arredondado, semelhante ao do homem atual. Fabricante de excelentes ferramen¬tas, o Homem de Cro-Magnon tinha também o hábito de fazer pinturas nas cavernas onde morava. O homem atual, conhecido também como Homo sapiens sapiens, possui capacidade craniana, altura e peso semelhantes ao de Cro-Magnon.
Juntamente com os fósseis, os arqueólogos costumam encontrar diversos objetos, que são de materiais variados, e o tipo de material indica o grau de desenvolvimento daquela comunidade. Portanto, de acordo com o material utilizado em seus instru¬mentos (pedra, osso, madeira ou metal), os arqueólogos dividiram as culturas pré¬-históricas em três grandes períodos: Paleolítico ou Idade da Pedra Lascada, Neolítico ou Idade da Pedra Polida e Idade dos Metais.

Paleolítico ou Idade da Pedra Lascada

O Paleolítico - primeiro período da Pré¬-História - durou desde o aparecimento do homem até aproximadamente 10000 a.C. Nele, devido a sua fragilidade física, o homem encontrava-se em situação de extrema desvantagem e dependência em relação à natureza.
Nessa época, os homens viviam da caça, da pesca e da coleta de frutos e raízes, eram nômades e já apresentavam formas elementares de linguagem articulada. Construíam instrumentos de pedra lascada, ossos, chifres e madeiras. No final do paleolítico, o homem passou a utilizar também o arco e a flecha, o que tornava a caça mais rápida e eficiente. A partir de 12000 a.C., aproximadamente, o homem começou a fazer pinturas nas paredes das cavernas onde habitava. O tema de suas pinturas era, em geral, os animais que eles caçavam. Através da pintura, eles acreditavam conseguir dominá -los. Essa forma de arte do homem do paleolítico ficou conhecida como Arte Rupestre.


Durante o paleolítico, o homem descobriu e dominou o fogo, o que, para ele, representou um grande avanço. A partir do domínio do fogo, o homem passou a habitar as cavernas, a cozinhar a carne e outros alimentos, melhorando assim sua dieta; pôde também aquecer-se do rigor do frio e proteger-se dos animais selvagens.
Alguns hábitos como o sepultamento dos mortos, a pintura de seus corpos e a presença de objetos junto aos túmulos são um forte indício de que o homem primitivo acreditava na vida após a morte; o que indica, portanto, que ele já desenvolvia uma vida espiritual, porém não caracterizando ainda uma religião.
A transição do paleolítico para o neolítico é marcada por uma mudança econômica significativa na vida do homem, que passa da caça e coleta para a agricultura e o pastoreio.

Neolítico ou Idade da Pedra Polida

O Neolítico se estende, aproximadamente, do ano 10000 a.C. até 5000 a.C. e representa um período de transformações bastante significativas na vida do homem, perceben¬do-se, inclusive, a transformação da relação do homem com a natureza, passando o homem a ter um maior controle sobre ela.
Durante o neolítico, o homem passa a praticar a agricultura e a domesticação de animais. Essas práticas vão causar uma verdadeira revolução na vida humana. Com a produção de seus alimentos, a partir da agricultura, o homem deixa de ter necessidade de se deslocar à procura de alimentação, tornando-se, portanto, sedentário e fixando-se nas proximidades de grandes rios.
A domesticação de animais como a cabra, o cavalo, a ovelha e o porco possibilitou a produção de carne, leite, peles e lã. Com a lã e o linho, extraídos de fibras vegetais, o homem desenvolveu a fiação e a tecelagem, confeccionando roupas mais adequadas aos variados climas.
Com a sedentarização e a agricultura, o homem começou a ter necessidade de armazenar os grãos; dessa forma, passou a modelar a argila e fazer recipientes de cerâmica que, além de servirem para o armazenamento, serviam também para cozinhar os alimentos.


O desenvolvimento das diversas atividades como agricultura, pastoreio, tecelagem e cerâmica provocou uma especialização e uma maior divisão do trabalho. Surgiu assim, entre os pastores, coletores, ceramistas e tecelões a necessidade de intercambiar seus produtos, dando origem a uma economia de trocas que introduzia o comércio.

XVIII EXPO-CULTURA - 03 DE DEZEMBRO


2010 – Ano Internacional da Biodiversidade

Anualmente, o Colégio EXPONENTE escolhe um diferente tema institucional, a partir do qual o planejamento pedagógico é idealizado. Em 2010, nosso projeto pedagógico-cultural está aliado ao movimento organizado pela UNESCO sobre biodiversidade em nosso planeta. Tal tema, com certeza, abrirá oportunas janelas para construção de conhecimentos teóricos e práticos, combinando necessidades curriculares com interesses tão em voga em nosso mundo globalizado.

O tema “2010 – Ano Internacional da Biodiversidade” como âncora de nossa proposta pedagógica anual, fortalece mais a parceria EXPONENTE & SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência). Esta, já estabelecida e consolidada em 2009, quando a convite da SBPC, o EXPONENTE tornou-se um polo científico e cultural.

O nosso fazer pedagógico nos conduzirá por buscas, análises e argumentações, consenquentemente, embasando-nos em uma postura fortalecedora e edificante de pesquisador aprendiz.

Que tenhamos todos uma boa caminhada.

Direção Pedagógica EXPONENTE.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

QUESTÃO DE HISTÓRIA DA SEMANA


Sobre as principais figuras do Renascimento, é correto afirmar, EXCETO:

a) Rafael Sânzio destacou-se nas artes, sendo um dos mais populares artistas da época, e dedicou-se a cultivar um ideal de beleza com um fim em si mesmo e à expressão de sentimentos religiosos.
b) Dante Alighieri, natural de Florença, autor da “Divina Comédia”, viveu no Cinquecento (século XVI), quando o uso da língua italiana foi sistematizado.
c) Leonardo da Vinci pode ser considerado como um dos mais completos humanistas do Renascimento, sendo pintor, escultor, urbanista, engenheiro, músico, filósofo, físico e botânico.
d) Erasmo de Roterdã, apelidado de “Príncipe dos Humanistas”, escreveu “Elogio da loucura”, obra na qual denuncia atividades da Igreja e a imoralidade do clero.
e) Thomas Morus, cognominado de “O Chanceler Filósofo” , escreveu “Utopia” em que condena a intolerância, o desejo pelo poder e pelo dinheiro e exalta a paz, a compreensão e o amor.

DAMAS - SOCIOLOGIA - GABARITO DA 6ª VA


GABARITO:
01 – B
02 – C
03 – C
04 – E
05 – A
06 – B
07 – E
08 – D

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

SSA- UPE - GABARITO PRELIMINAR - 1 ANO


HISTÓRIA

43 - C (Introdução aos estudos históricos)
44 - E (Pré-história)
45 - D (Meopotâmia)
46 - A (Hebreus)
47 - A (Roma - República)
48 - F,V,V,V,F (Grécia - cultura)

FILOSOFIA

49 - B (Mitologia)
50 - C (Existência Humana)
51 - B (Cultura)
52 - D (Condição Humana)
53 - A (Condição Humana)
54 - V,F,F,V,F (Mitologia)

SOCIOLOGIA

55 - A (Historicidade da Sociologia)
56 - B (Karl Marx)
57 - B (Historicidade da Sociologia)
58 - C (Émile Durkheim)
59 - A (Sociedade e Comunidade)
60 - V,V,F,V,V (Processos Sociais)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Em terra de cego...

QUESTÃO DE HISTÓRIA DA SEMANA

"Como sairão das Universidades os que hão de governar, se não há Universidade na América onde se ensine os fundamentos da arte do governo, que é a análise dos elementos peculiares dos povos da América Os jovens saem ao mundo olhando-o através de lentes ianques ou francesas, aspirando dirigir um povo que não conhecem (...) Resolver o problema depois de conhecer seus elementos é mais fácil do que resolver o problema sem os conhecer. (...) Conhecer o país é governá-lo conforme o conhecimento, é o único modo de livrá-lo de tiranias (...) Nossa Grécia é preferível à Grécia que não é nossa (...) não há pátria na qual possa ter o homem mais orgulho do que em nossas dolorosas repúblicas americanas." (José Martí. Nossa América)
A partir do extrato acima é correto afirmar:

a) A proposta de Martí consiste em valorizar os elementos norte-americanos, franceses e gregos em detrimento dos demais para compreender a sociedade na qual vivemos e poder transformá-la;
b) Uma visão das Universidades na América como instituições não formadoras de conhecimento sobre a própria realidade em que estão inseridas, resultando na preparação de jovens sem competência para governar seus países;
c) Uma crítica às Universidades ianques e francesas que não formam os jovens para a compreensão das sociedades latino-americanas;
d) José Martí participou ativamente da segunda guerra de independência de Cuba e esse extrato tem relação direta com essa guerra;
e) Uma crítica ao desconhecimento de todos acerca dos problemas latino-americanos e portanto, simultaneamente, uma justificativa das tiranias nesse continente;


resp.: b

domingo, 24 de outubro de 2010

MAIOR CARREATA PRÓ-DILMA, SEM DILMA.

FUNDAMENTOS ECONÔMICOS DA SOCIEDADE


FUNDAMENTOS ECONÔMICOS DA SOCIEDADE
PROF. MARCOS LIMA

O trabalho é a fonte de toda riqueza, afirmam os economistas Assim é, com efeito, ao lado da natureza, encarregada de fornecer os materiais que ele converte em riqueza. O trabalho, porém, é muitíssimo mais do que isso. É a condição básica e fundamental de toda a vida humana. E em tal grau que, até certo ponto, podemos afirmar que o trabalho criou o próprio homem. A produção é a maior força econômica de uma sociedade; ela precede e, em alguns casos, determina o modo de distribuição dos bens produzidos e o seu consumo pelos indivíduos. Juntos, os processos de produção, distribuição e consumo de bens e serviços formam os fundamentos econômicos da sociedade.
Quando vamos a um supermercado e compramos gêneros alimentícios, bebidas, calçados, material de limpeza, etc., estamos adquirindo bens. Da mesma forma, quando pagamos a passagem do ônibus ou uma consulta medica, estamos pagando um serviço.
Ao viverem em sociedade, as pessoas participam diretamente da produção, da distribuição e do consumo de bens e serviços, ou seja, participam da vida econômica da sociedade.
Ao viverem em sociedade, as pessoas participam diretamente da produção, da distribuição e do consumo de bens e serviços, ou sejam, participam da vida econômica da sociedade. Assim, o conjunto de indivíduos que participa da vida econômica de uma nação é o conjunto de indivíduos que participa da produção, distribuição e consumo de bens e serviços. Sendo a atividade de produção a mais importante.

Bens e serviços – bens são todas as coisas palpáveis, concretas, e que são produzidas para satisfazer as necessidades do homem. Já uma consulta médica, uma aula, a entrega de um jormal, são exemplos de serviços. O homem com o seu trabalho pode produzir bens e serviços.

Produção – é a transformação da natureza da qual resultam bens que vão satisfazer as necessidades do homem.

Trabalho – É toda atividade desenvolvida pelo homem, seja ela física ou mental, da qual resultam bens e serviços. Todo trabalho é sempre uma combinação desses dois tipos de atividades (manual e intelectual) – que apenas aparecem, em cada caso, com pesos diferentes. O trabalho pode ser classificado como:

 Trabalho qualificado – não pode ser realizado sem certo grau de aprendizagem. O trabalho predominantemente intelectual é geralmente qualificado.
 Trabalho não qualificado – pode ser realizado praticamente sem aprendizagem. Por exemplo temos o trabalho de um servente de pedreiro.

Força de trabalho - A costureira, ao trabalhar, gasta energia física e mental. Esta energia gasta durante o processo de trabalho é chamada de força de trabalho.

Matéria-prima:Os objetos que, no processo de produção, são transformados para constituírem o bem final são chamados de matéria-prima.

Recursos naturais: Os homens, visando obter os bens e serviços de que necessitam, utilizam-se de recursos como o solo (para a agricultura e a pecuária), o subsolo (para a mineração) e os rios e quedas-d’agua (para a navegação e a produção de energia).
O conceito de recursos naturais é relativo, isto é, ele varia no tempo e no espaço. O que é recurso natural num processo de produção capitalista, acessível e incorporável à atividade econômica de uma nação, pode não sê-lo numa comunidade primitiva.
Assim, recursos naturais são elementos da natureza acessíveis e que podem ser incorporados à atividade econômica do homem.

Instrumentos de produção: Todas as coisas que direta ou indiretamente nos permitem transformar a matéria-prima num bem final são chamados de instrumentos de produção.
Os instrumentos de produção que nos permitem transformar diretamente a matéria-prima são as ferramentas de trabalho, os equipamentos e as máquinas. Os instrumentos de produção que atuam de forma indireta – mas não menos necessária -, ainda no exemplo da costureira, são o local de trabalho, a iluminação etc.
Assim, instrumentos de produção é todo bem utilizado pelo homem na produção de outros bens e serviços. O homem recorre aos instrumentos de produção na sua atividade produtiva, pois dessa forma obtém maior eficiência no seu trabalho.

Meios de produção: Sem matéria-prima e sem instrumentos de produção não se pode produzir nada. Eles são os meios materiais para realizar qualquer tipo de trabalho. Por isso, chamados de meios de produção. Portanto, são meios de produção todos os objetos matérias que intervêm no processo produtivo. Toda empresa combina no seu processo produtivo – cada uma a seu modo – o trabalho e os meios de produção. Sem o trabalho humano nada pode ser produzido, e sem os meios de produção o homem não pode trabalhar. Ao conjunto dos meios de produção mais o trabalho humano damos o nome de forças produtivas. E as forças produtivas alteram-se ao longo da História.

Modos de Produção: O modo de produção é a maneira pela qual a sociedade produz seus bens e serviços, como os utiliza e os distribui. O modo de produção de uma sociedade é formado por suas forças produtivas e pelas relações de produção existentes nessa sociedade. O homem, à partir dos seus primeiros agrupamentos sociais, até hoje, desenvolveu, de acordo com as suas necessidades diversas formas de produzir seus alimentos e seus utensílios. Estas necessidades se dão de maneiras diferentes de acordo com fatores específicos como a proximidade das águas, o tipo de relevo, se existem agrupamentos hostis nas proximidades, se existem animais ou a possibilidade do adestramento destes, portanto, o desenvolvimento dos modos de produção se dão de forma diferenciada em diversas localidades do planeta.

Modo de produção primitivo: O modo de produção primitivo designa uma formação econômica e social que abrange um período muito longo, desde o aparecimento da sociedade humana. A comunidade primitiva existiu durante centenas de milhares de anos, enquanto o período compreendido pelo escravismo, pelo feudalismo e pelo capitalismo mal ultrapassa cinco milênios.
Na comunidade primitiva os homens trabalhavam em conjunto. Os meios de produção e os frutos do trabalho eram propriedade coletiva, ou seja, de todos. Não existia ainda a idéia da propriedade privada dos meios de produção, nem havia a oposição proprietários x não proprietários.
As relações de produção eram relações de amizade e ajuda entre todos; elas eram baseadas na propriedade coletiva dos meios de produção, a terra em primeiro lugar.
Também não existia o estado. Este só passou a existir quando alguns homens começaram a dominar outros. O estado surgiu como instrumento de organização social e de dominação.
Modo de produção escravista: Na sociedade escravista os meios de produção (terras e instrumentos de produção) e os escravos eram propriedade do senhor. O escravo era considerado um instrumento, um objeto, assim como um animal ou uma ferramenta.
Assim, no modo de produção escravista, as relações de produção eram relações de domínio e de sujeição: senhores x escravos. Um pequeno número de senhores explorava a massa de escravos, que não tinham nenhum direito.
Os senhores eram proprietários da força de trabalho (os escravos), dos meios de produção (terras, gado, minas, instrumentos de produção) e do produto de trabalho.

Modo de produção asiático: O modo de produção asiático predominou no Egito, na China, na Índia e também na África do século passado.
Tomando como exemplo o Egito, no tempo dos faraós, vamos notar que a parte produtiva da sociedade era composta pelos escravos, que era forçados, e pelos camponeses, que também eram forçados a entregar ao Estado o que produziam. A parcela maior prejudicando cada vez mais o meio de produção asiático.
Fatores que determinaram o fim do modo de produção asiático:
• A propriedade de terra pelos nobres;
• O alto custo de manutenção dos setores improdutivos;
• A rebelião dos escravos.
Modo de produção feudal: A sociedade feudal era constituída pelos senhores x servos. Os servos não eram escravos de seus senhores, pois não eram propriedade deles. Eles apenas os serviam em troca de casa e comida. Trabalhavam um pouco para o seu senhor e outro pouco para eles mesmos.
Num determinado momento, as relações feudais começaram a dificultar o desenvolvimento das forças produtivas. Como a exploração sobre os servos no campo aumentava, o rendimento da agricultura era cada vez mais baixo. Na cidade, o crescimento da produtividade dos artesãos era freado pelos regulamentos existentes e o próprio crescimento das cidades era impedido pela ordem feudal.Já começava a aparecer às relações capitalistas de produção.
Modo de produção capitalista: O que caracteriza o modo de produção capitalista são as relações assalariadas de produção (trabalho assalariado). As relações de produção capitalistas baseiam-se na propriedade privada dos meios de produção pela burguesia, que substituiu a propriedade feudal, e no trabalho assalariado, que substituiu o trabalho servil do feudalismo. O capitalismo é movido por lucros, portanto temos duas classes sociais: a burguesia e os trabalhadores assalariados.
O capitalismo compreende quatro etapas:
• Pré-capitalismo: o modo de produção feudal ainda predomina, mas já se desenvolvem relações capitalistas.
• Capitalismo comercial: a maior parte dos lucros concentra-se nas mãos dos comerciantes, que constituem a camada hegemônica da sociedade; o trabalho assalariado torna-se mais comum.
• Capitalismo industrial: com a revolução industrial, o capital passa a ser investido basicamente nas industrias, que se tornam à atividade econômica mais importante; o trabalho assalariado firma-se definitivamente.
• Capitalismo financeiro: os bancos e outras instituições financeiras passam a controlar as demais atividades econômicas, através de financiamentos à agricultura, a industria, à pecuária, e ao comercio.
Modo de produção socialista: A base econômica do socialismo é a propriedade social dos meios de produção, isto é, os meios de produção são públicos ou coletivos, não existindo empresas privadas. A finalidade da sociedade socialista é a satisfação completa das necessidades materiais e culturais da população: emprego, habitação, educação, saúde. Nela não há separação entre proprietário do capital (patrão) e proprietários da força do trabalho (empregados). Isto não quer dizer que não haja diferenças sociais entre as pessoas, bem como salários desiguais em função de o trabalho ser manual ou intelectual.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

PERÍODO JOANINO (1808-1821)


No quadro geral da Europa, assolada pelas guerras napoleônicas, tornara-se embaraçosa a situação da Coroa portuguesa. Caudatário dos interesses ingleses por uma série de acordos, Portugal tornou-se alvo da França. Para Bonaparte atingir seus objetivos, era imprescindível que os portos fossem fechados ao comércio britânico.

O Bloqueio Continental foi a proibição imposta por Napoleão Bonaparte com a emanação, em 21 de novembro de 1806, do Decreto de Berlim, que consistia em impedir o acesso a portos dos países então submetidos ao domínio do Império Francês a navios do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda. Com o decreto buscava-se isolar economicamente as Ilhas Britânicas, sufocando suas relações comerciais e os contactos com os mercados consumidores dos produtos originados em suas manufaturas.
Napoleão justificou tal violação do direito internacional como uma exigência de responder à ação de bloqueio dos portos franceses por navios da Marinha do Reino Unido, que anteriormente ao decreto napoleônico havia por diversas vezes sequestrado navios franceses.
As pressões tornaram-se aterradoras depois que as tropas francesas ocupara a Espanha. Diante da hesitação do Príncipe Regente, que não se decidia entre a França e a Inglaterra, veio o ultimato de Napoleão, em agosto de 1807: Portugal deveria aderir ao Bloqueio e declarar guerra à Inglaterra.
Para preservar a aliança com o reino português, o representante inglês em Lisboa, lorde Strangford, sugeriu a D. João que transferisse a corte para o Brasil, sob a guarda da esquadra britânica.
Aceita a proposta, Portugal e a Inglaterra assinaram um novo tratado, em outubro de 1807, que ficou conhecido como Convenção Secreta de Outubro. De sua parte, a Inglaterra se comprometia a garantir a segurança da Corte portuguesa durante a viagem para o Brasil e impedir que o trono português fosse ocupado por outro pretendente.
Em contrapartida, Portugal permitiria que os ingleses ocupassem a ilha da Madeira e assegurava privilégios especiais no comércio entre o Brasil e a Inglaterra. Apesar de o tratado já se encontrar assinado, D. João só decidiu embarcar quando as tropas francesas, sob o comando do general Junot, se encontravam às portas de Lisboa. E mais: os próprios ingleses ameaçaram bombardear a capital do reino, caso a viagem não fosse empreendida.
Decidido às pressas, o embarque da Corte portuguesa para o Brasil ocorreu em 29 de novembro de 1807. Reinava o caos em Lisboa. Os 36 navios ingleses ficaram abarrotados de nobres e de funcionários da Coroa. Ao todo, mas de 15.000 pessoas. Antes de partir, no entanto, a família real e os cortesãos realizaram um verdadeiro saque na cidade.
Tudo o que tinha algum valor foi trazido para o Brasil. O povo português, lançado à sua própria sorte, teve de enfrentar os invasores.


AS PRIMEIRAS MEDIDAS DE
D. JOÃO NO BRASIL

N dia 22 de janeiro de 1808, a comitiva de D. João aportou na Bahia. Somente em 7 de março, o príncipe desembarcou no Rio de Janeiro, onde instalou a sede do governo.
Estando apenas havia seis dias em Salvador, D. João assinou seu primeiro ato administrativo no Brasil:

O Decreto de Abertura dos Portos às Nações Amigas foi uma carta régia promulgada pelo príncipe regente Dom João de Portugal no dia 28 de Janeiro de 1808, em Salvador, na Capitania da Baía de Todos os Santos, no contexto da Guerra Peninsular. Foi a primeira Carta Régia promulgada pelo Príncipe Regente no Brasil, o que se deu apenas quatro dias após sua chegada, com a Família Real, em 24 de Janeiro de 1808. O original da carta régiaPor esse diploma era autorizada a abertura dos portos do Brasil ao comércio com as nações amigas de Portugal, do que se beneficiou largamente o comércio britânico. Foi a primeira experiência liberal do mundo após a Revolução Industrial. A carta marcou o fim do Pacto Colonial, o qual na prática obrigava a que todos os produtos das colônias passassem antes pelas alfândegas em Portugal, ou seja, os demais países não podiam vender produtos para o Brasil, nem importar matérias-primas diretamente das colônias alheias, sendo forçados a fazer negócios com as respectivas metrópoles. Para poder ter sua independência o Brasil precisou de dinheiro , este emprestado pelo Reino Unido , sob a condição de que fossem abertos os portos para as nações amigas , pondo fim no pacto colonial , sendo possivel o comércio direto com os produtos brasileiros .

Depois que se instalou no Rio de Janeiro, D. João tomou uma série de iniciativas visando dotar a nova sede da monarquia portuguesa de um conjunto de instituições políticas, jurídicas, administrativas, econômicas e culturais:

• Nomeação de um Ministério para cuidar dos negócios do reino e instalação no Brasil de todas as repartições públicas existentes em Portugal;
• Instalação da Casa da Suplicação (principal instância jurídica do reino);
• Criação da Academia Militar e da Marinha, do Hospital e do Arquivo Militar e da fábrica de pólvora;
• Fundação da Intendência Geral da Polícia;
• Revogação do alvará de 1783, que proibia a instalação de manufaturas no Brasil. O próprio regente determinou a instalação de fundições em Morro do Pilar, em Congonhas (Minas Gerais) e na fazenda Ipanema (Sorocaba);
• Instalação do Jardim Botânico (Horto Real), com a finalidade de introduzir e selecionar espécies vegetais em solo brasileiro;
• Inauguração da Escola de Comércio, Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios;
• Criação da Junta de Comércio, Agricultura e Navegação do Brasil;
• Fundação do Banco do Brasil;
• Criação da Imprensa Régia, surgindo daí o primeiro jornal brasileiro: a Gazeta do Rio de Janeiro;
• Fundação de escolas médico-cirúrgicas (Bahia e Rio de Janeiro), da Biblioteca Real e do Real Teatro de São João (Rio de Janeiro).
OS TRATADOS DE 1810

A transferência da Corte portuguesa para o Brasil, embora derivasse da invasão de Portugal pelas tropas de Napoleão Bonaparte, inseria-se também na estratégia comercial da Inglaterra.
Além de beneficiar-se com a abertura dos portos decretada por D. João, os comerciantes e industriais britânicos conquistaram novos privilégios com os tratados de Aliança e Amizade e de Comércio e Navegação, assinados por Portugal e Inglaterra em 1810.
Em troca do apoio dado pela Coroa inglesa à monarquia bragantina, as concessões feitas por Portugal atrelavam totalmente a economia brasileira aos interesses do capitalismo inglês. Em outras palavras: o Brasil tornava-se, na prática, uma colônia da Inglaterra.
Por exemplo, o artigo 10 do Tratado de Comércio concedia aos ingleses residentes no Brasil o direito de ser julgados por juízes ingleses e de acordo com as leis britânicas.
No que dizia respeito às taxas alfandegárias para as mercadorias desembarcadas no Brasil, estipulava-se a seguinte tributação: um imposto correspondente a 15% do valor sobre os produtos ingleses, enquanto os artigos oriundos de Portugal pagavam 16% e os demais países, 24%.


CONSEQÜÊNCIAS DA VINDA DA CORTE PARA O BRASIL



A vinda da família real portuguesa para o Brasil e a instalação da capital do reino no Rio de Janeiro, além de preparar o caminho para a autonomia política do país, alteraram sensivelmente a dinâmica da vida política, social e cultural da colônia.

No plano externo, a política desenvolvida por D. João com relação aos territórios fronteiriços norteou-se por objetivos expansionistas, revigorando antigas disputas coloniais. Nessa perspectiva, efetuou-se a ocupação de Caiena (Guiana Francesa) e da Banda Oriental (Uruguai).
Após várias tentativas de se estabelecerem no Brasil, os franceses se fixaram no atual território da Guiana Francesa. Em 1626, fundaram uma pequena feitoria em Caiena, onde se desenvolveu cultura canavieira, estimulada por holandeses e judeus que deixaram Pernambuco. Posteriormente, a produção da cultura de algodão, do café e de outros gêneros tropicais.



A tentativa de os franceses expandirem seu território para terras que integram o atual estado do Amapá gerou um clima de confronto na região, levando os portugueses à revanche quando a corte veio para o Brasil. Contando com a ajuda inglesa, em janeiro de 1809, as tropas luso-brasileiras ocuparam Caiena. Ela só foi devolvida à França em 1815, de acordo com as determinações do Congresso de Viena.
Também na região platina, tradicional área de conflito entre Portugal e Espanha, o expansionismo português se revigorou com a vinda da família real para o Brasil. Além das questões fronteiriças locais, surgidas desde o início da colonização, contribuíram para o desencadeamento das hostilidades as revoltas pela independência das colônias espanholas na bacia do Prata.

AS PRIMEIRAS QUESTÕES PLATINAS
A primeira tentativa de dominação da região platina, durante a permanência da Corte portuguesa no Rio de Janeiro, partiu da esposa de D. João, D. Carlota Joaquina. Julgando-se sucessora do trono espanhol, em substituição ao seu irmão, Felipe VII, aprisionado por Napoleão Bonaparte, passou a reclamar o domínio do Vice-Reinado do Prata, não conseguindo, no entanto, nem o apoio da Inglaterra nem o empenho de seu próprio marido.
Mas as pretensões de a Coroa portuguesa se expandir na bacia do Prata e, particularmente, se apoderar da Banda Oriental (atual Uruguai) só se manifestaram de forma mais clara a partir da proclamação da independência da Argentina (1810) e Paraguai (1811).
Nessa mesma época, iniciou-se no Uruguai a luta contra o domínio espanhol, sob a liderança de José Gervásio Artigas. Sitiado em Montevidéu, o vice-rei do Prata, D. Francisco Xavier Elio, recorreu, em 1811, à ajuda militar de D. João para dominar a revolta.
Mesmo sem a concordância da Inglaterra, interessada na independência das colônias espanholas, as tropas luso-brasileiras impuseram várias derrotas às forças de Artigas e só se retiraram da Banda Oriental após a assinatura de um armistício, envolvendo a Argentina, o Brasil e as autoridades espanholas.
O acordo teve duração breve. Em 1812, os rebeldes comandados por Artigas voltaram à luta. Em 1814, apoderaram-se de Montevidéu. Derrotados os espanhóis, Artigas entrou em guerra com a Argentina, que pretendia anexar o Uruguai e estabelecer sua hegemonia no Prata.
Na tentativa de barrar o aumento da influência da Argentina na região e, ao mesmo tempo, esmagar o movimento de independência liderado por Artigas, D. João ordenou a invasão do Uruguai, ocupando Montevidéu em janeiro de 1816. Em conseqüência, o Uruguai foi anexado aos domínio luso-brasileiros com o nome de Província Cisplatina, assim permanecendo até 1827.

A REVOLUÇÃO DO PORTO (1820)



A oposição à política absolutista de D. João VI não se limitava a parcelas da sociedade brasileira. Em Portugal também se alastrava o descontentamento. O país passava por sérias dificuldades econômicas e, desde a expulsão das tropas napoleônicas, era governado por lorde Beresford, representante do governo inglês.


(...) As vantagens e privilégios concedidos na colônia não eram aceitos pelos lusitanos, que se empenharam em readquirir o controle político e o domínio econômico da Colônia. É nesse contexto que o partido brasileiro, até então representando a reação ao movimento do Porto, passou a atuar junto ao príncipe regente, isolando-o da influência das Cortes. Por outro lado, procuravam articular a emancipação política. Para isso, porém, era preciso unir os brasileiros e conseguir que os democratas rompessem com os revolucionários portugueses.
(ALGRANTI, Leila Mezan. D. João VI: os bastidores da independência. São Paulo: Ática, 1987, p. 62-63).

A política de liberdade de comércio, estabelecida em 1808, golpeara profundamente os interesses dos comerciantes da metrópole, acostumados aos privilégios do Pacto Colonial.
Apesar do autoritarismo do governo de lorde Beresford, a influência dos movimentos liberais que sacudiram a Europa atingiu também a sociedade portuguesa. Em 1817, uma conspiração, chefiada pelo general Gomes Freire de Andrade, que servira nos exércitos napoleônicos, foi desarticulada e seus participantes, condenados à morte.
Em agosto de 1820, setores das forças armadas portugueses, valendo-se da ausência de Beresford, que viajara ao Rio de Janeiro, sublevaram-se na cidade do Porto. Rapidamente a revolta se generalizou, acompanhada de manifestações populares contra o absolutismo. Ao Brasil, a notícia do movimento chegou em outubro de 1820. Imediatamente, no Pará, Maranhão e Bahia se formaram juntas provisórias que aderiram à Revolução. Diante da recusa de D. João VI a voltar, eclodiu um levante militar no Rio de Janeiro (fevereiro de 1821), intimando o rei a embarcar para Portugal. Acatando as determinações do movimento, D. João seguiu para Lisboa, aqui deixando seu filho, o príncipe D. Pedro como regente.
Para a elaboração da Constituição do reino, foram eleitos também vários deputados brasileiros, a maioria pertencente à aristocracia rural. A delegação brasileira tinha como objetivo defender as conquistas do período em que D. João VI esteve no Brasil: a igualdade política perante Portugal, como país pertencente ao mesmo reino, e a liberdade de comércio.
A maioria dos deputados das Cortes, constituída de portugueses, tinha uma visão contrária à dos brasileiros: desejava-se a recolonização do Brasil, retomando-se os monopólios comerciais estabelecidos pelo Pacto Colonial.


No Brasil, os partidários da recolonização também se manifestaram. Formavam o Partido Português, integrado por comerciantes e militares portugueses, contrários à política comercial estabelecida por D. João VI.
Diante do possível confronto entre o Brasil e as Cortes portuguesas, os diversos segmentos da aristocracia rural do centro-sul, grandes comerciantes e setores liberais começaram a se aproximar politicamente de D. Pedro.
Esses setores viam no regente a possibilidade de se romperem os laços políticos com Portugal, sem, no entanto, colocar em risco seus privilégios. Temiam que a autonomia partisse de um movimento radical, enraizado nas camadas populares, o que poderia afetar seus interesses de classes e, particularmente, a continuidade da escravidão.
Atenta ao que ocorria no Brasil, as Cortes portuguesas, percebendo a possibilidade de se firmar uma aliança entre D. Pedro e as elites rurais brasileiras, ordenaram, em dezembro de 1821, o regresso do regente a Lisboa. Imediatamente, ocorreu uma grande mobilização dos setores mais conservadores do Partido Brasileiro, através de um abaixo-assinado, exigindo a permanência de D. Pedro no Brasil. Em 9 de janeiro de 1822, foi anunciada a decisão do regente: não acatava as determinações das Cortes. Foi o famoso Dia do Fico.
Ao romper com as Cortes, o príncipe regente selava seu compromisso com a aristocracia rural escravista. Essa aliança se expressava claramente na nomeação de José Bonifácio de Andrada e Silva para ministro do Reino e do Estrangeiro, o mais importante cargo do governo.
Posteriormente, o aprofundamento do abismo político entre D. Pedro e as Cortes foi marcado pela decisão do príncipe regente de que qualquer determinação oriunda de Portugal só seria obedecida no Brasil mediante o seu “cumpra-se”.
Em junho de 1822, ocorreu uma série de iniciativas para convocar uma constituinte e elaborar uma lei fundamental para o Brasil. Mas não se chegou a um acordo sobre a participação do eleitorado, visto que os senhores de terras e escravos, com a chancela de José Bonifácio, procuravam excluir a maioria da população livre das decisões políticas (os escravos, obviamente, já estavam excluídos de antemão).
Liderados por José Bonifácio, os segmentos mais conservadores aprovaram um sistema de eleição dos deputados constituintes negando o direito de voto aos assalariados, aos soldados e ao clero regular.
A convocação da Assembléia Constituinte revelava que, na prática, o Brasil se separara de Portugal. Faltava apenas a declaração formal de independência. Em agosto, uma série de pronunciamentos de D. Pedro expressava que esse momento não estava distante. Mas havia questões internas a resolver para resguardar a unidade nacional.
A agitação antilusitana e as lutas entre facções da aristocracia agrária tumultuavam a vida de várias províncias. Era o que vinha ocorrendo em São Paulo, para onde D. Pedro se deslocou em agosto de 1822. Sua viagem tinha como objetivo pacificar a província e inspecionar as fortificações militares do litoral de Santos, preparando-se, assim, para um possível ataque de tropas portuguesas.

As Cortes portuguesas, contudo, insistiam em manter o controle político do Brasil. Novas ordens foram emitidas para o Rio de Janeiro, exigindo o retorno de D. Pedro a Portugal, a anulação da convocação da Constituinte e ameaçando enviar tropas para o Brasil. D. Leopoldina, que ocupava o cargo de regente, na ausência do marido, procurou imediatamente fazer com que D. Pedro tomasse conhecimento do despacho das Cortes.
Numa carta ao príncipe, José Bonifácio enfatizava que a “política de água morna” não tinha mais sentido. Urgia uma decisão definitiva.
O correio alcançou D. Pedro quando sua comitiva regressava de Santos para São Paulo. Ciente das ordens de Lisboa, o herdeiro do trono português posicionou-se pela independência. Foi o famoso Grito do Ipiranga, ocorrido no dia 7 de setembro de 1822. Em 1.º de dezembro, D. Pedro foi coroado o primeiro imperador do Brasil.

O SIGNIFICADO DA INDEPENDÊNCIA

Articulada pela aristocracia agrária e escravista do centro-sul, a conquista da autonomia política brasileira foi resultado de um processo que se iniciou com a vinda da família real para o Brasil.
Venceram os segmentos mais conservadores do Partido Brasileiro, cujos interesses econômicos baseavam-se na grande propriedade rural, no trabalho escravo e no atrelamento ao capital industrial inglês.
Essa ordem social manteve-se intocável, tendo como suporte um Estado autoritário, que alijava do processo decisório a imensa maioria da população dos campos e das cidades. Foram essas contradições que engendraram toda a inquietação que marcou a vida política do Primeiro Reinado.

• O processo de diversificação da economia brasileira com a decadência da mineração na segunda metade do século XVIII.
• O Bloqueio Continental como tentativa de Napoleão Bonaparte cortar as ligações entre a Inglaterra e a Europa continental.
• A negação de Portugal em aderir ao bloqueio contra a Inglaterra e a invasão das tropas de Napoleão.
• A fuga da família real para o Brasil e os tratados assinados com a Inglaterra, submetendo ainda mais o país aos interesses britânicos.
• A abertura dos portos brasileiros às nações amigas significava, ma prática, atrelar o Brasil aos interesses do capital inglês.
• Com os Tratados de Amizade, Comércio e Navegação assinados em 1810 entre D. João e a Inglaterra, o Brasil torna-se praticamente uma colônia britânica.
• O caráter expansionista da política externa de D. João;
- invasão da Guiana Francesa, em represália a Napoleão;
- ocupação da Banda Oriental (Cisplatina);
- elevação do Brasil à categoria de Reino Unido a Portugal e Algarves (1815).
• O caráter contraditório da Revolução do Porto (1820); liberal em relação à política portuguesa e recolonizadora em relação ao Brasil.
• A Independência do Brasil foi um processo político capiteneado pela aristocracia agrária brasileira, que se aliou a D. Pedro I.

COMPARE...

domingo, 17 de outubro de 2010

MARINA É COVARDE!


SEU FUTURO SERÁ O MESMO DE HELOÍSA HELENA.

QUESTÃO DE FILOSOFIA DA SEMANA


Para Immanuel Kant, o indivíduo moral não visa à felicidade em suas ações, mas ao cumprimento do dever que o torna digno dela. Não obstante, na obra Fundamentação da metafísica dos costumes, ele sustenta que a busca por assegurar a própria felicidade seria um dever indireto, porque
A) atestaria que há uma ordem moral no mundo.
B) afastaria a tentação para a transgressão dos deveres decorrente do sofrimento.
C) faria coincidir liberdade e natureza na condição humana.
D) consistiria na realização do propósito da natureza para o homem.



resp.: b

Serra X Jesus

"Jesus disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida.
Serra disse: Eu sou o pedágio"

Serra X Jesus

"Jesus disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida.
Serra disse: Eu sou o pedágio"

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

QUESTÃO DE ATUALIDADES DA SEMANA

Sobre os blocos econômicos regionais, identifique os dois abaixo
caracterizados:
I. Idealizado em 1994, com o objetivo de eliminar as barreiras alfandegárias entre 34
países de um continente. Com um produto interno bruto (PIB) de 9,7 trilhões de
dólares (1,2 trilhão a mais que a UE), os membros somam uma população de 783,6
milhões de habitantes, o dobro da UE. Um poderoso país propõe a implantação
imediata de acordos parciais, mas encontrou obstáculos nas economias ao sul do
continente.
II. Criado em 1991, é composto por 4 países que adotam políticas de integração
econômica e aduaneira. É um exemplo de regionalização. Em 1995 instala-se uma
zona de livre comércio. O bloco conta com 215,2 milhões de habitantes e um PIB de
1,1 trilhão de dólares, possuindo, também, outros países associados. O bloco, no
entanto. enfrenta dificuldades com o conflito de interesse e a crise de seus dois
principais países.
A alternativa que indica corretamente os blocos é:
A) I -OPEP, II -OMC
B) I- APEC, II -UE
C) I- ASEAN, II -CARICOM
D) I- Nafta, II- Pacto Andino
E) I -ALCA, II -Mercosul

Resp.: E

SE VOCÊ NÃO GOSTA DE FOFOCA...


...CLICK NO SITE: http://www.dilma13.com.br/verdades

VOCÊ GOSTA DE FOFOCA?

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

QUESTÃO DE FILOSOFIA DA SEMANA

Alguns filósofos anteriores a Hegel tentaram estabelecer critérios para que o homem possa saber sobre o mundo. Isto vale para Descartes e Spinoza, Hume e Kant. Cada um deles se interessou por aquilo que constitui a base de todo o conhecimento humano. Só que eles falaram sobre premissas atemporais para o conhecimento do homem sobre o mundo. Para Hegel, a verdade é
a) atemporal, imutável e eterna, apesar de "tudo fluir", segundo Heráclito.
b) pode ser pincelada de alguns pensamentos da Antiguidade, do Renascimento e do Iluminismo, identificando as reflexões certas e erradas.
c) basicamente subjetiva e contesta a possibilidade de haver uma verdade acima ou além da razão humana.
d) é uma construção objetiva e filosófica, fruto da reflexão sobre os modos de pensar. É possível dizer que Platão se enganou, ou que Aristóteles tinha razão, que Hume estava totalmente enganado, enquanto Kant e Schelling tinham razão.
e) é a saga do espírito do mundo, é a substância primordial já discutida pelos pré-socráticos e os eleatas.

resp.: c

Nem o Senhor Jesus aguentaria ser um professor nos dias de hoje.....



O Sermão da montanha (*versão para educadores*)

Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.
Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens.
Tomando a palavra, disse-lhes:
- “Em verdade, em verdade vos digo:
Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.
Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Felizes os misericordiosos, porque eles...”
Pedro o interrompeu:
- Mestre, vamos ter que saber isso de cor?
André perguntou:
- É pra copiar?
Filipe lamentou-se:
- Esqueci meu papiro!
Bartolomeu quis saber:
- Vai cair na prova?
João levantou a mão:
- Posso ir ao banheiro?
Judas Iscariotes resmungou:
- O que é que a gente vai ganhar com isso?
Judas Tadeu defendeu-se:
- Foi o outro Judas que perguntou!
Tomé questionou:
- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?
Tiago Maior indagou:
- Vai valer nota?

Tiago Menor reclamou:
- Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.
Simão Zelote gritou, nervoso:
- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?
Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!

Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:
- Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?

Caifás emendou:
- Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?
Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você ainda não é professor titular...

MEU CORAÇÃO ESTÁ EM FESTA.....



No Amazonas, Vanessa do PC do B derrotou Arthur Virgilio Cardoso, aquele que derrubou a CPMF, mandou o Senado cobrir o VISA dele em Paris e disse que ia dar uma surra no Lula.

Na Bahia, Walter Pinheiro e Lidice da Mata derrotaram Cesar Borges e Aleluia, carlistas e Golpistas.

No Ceará, o excelente deputado petista Pimentel derrotou o Tasso “tenho jatinho porque posso” Jereissati na segunda vaga para o Senado.

Em Mato Grosso, Antero Paes e Barros, funcionário do Serra e Golpista de primeira hora, ficou em quarto.

Na Paraíba, Ephraim Moraes, outro Golpista do DEMO, foi derrotado.

Em Pernambuco assistiu-se a um espetáculo deslumbrante: Armando Monteiro e Humberto Costa derrotaram Marco Maciel (12%) e Raul Jungmann (8%).

Dois Golpistas abatidos numa eleição só.

No Piauí, também.

Mão Santa e Heráclito, ambos com 14%, foram solenemente derrotados.

Agora, finalmente, se saberá quem paga os advogados para Heráclito processar este ordinário blogueiro.

No Paraná, outro herói do Golpe na CPI dos Correios, Gustavo Fruet, foi devidamente derrotado para o Senado.

No Rio, César Maia, que ofereceu o Índio ao Serra e pretendia ocupar a extrema direita no Senado, perdeu para Lindberg e Crivella.

No Rio Grande do Sul, Rigotto, que persegue o jornalista Elmar Bones, ficou atrás de Paim e Ana Amélia.

Da bancada Golpista original, autêntica, 24 quilates, sobraram o Demóstenes (o do grampo sem áudio) e o Agripino, no Rio Grande do Norte.

Vão ter que trabalhar com o Aloysio Nunes Ferreira de São Paulo.

Porque em São Paulo, ficou zero a zero.

Martha entrou no lugar de Mercadante e o Aloysio no de Tuma.

Dilma vai controlar o Senado.

BLOG CONVERSA AFIADA - PHA

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

SERRA PRIVATIZOU A VALE

QUESTÃO DE HISTÓRIA DA SEMANA

"A violência colonial não tem somente o objetivo de garantir o respeito desses homens subjugados; procura desumanizá-los. Nada deve ser poupado para liquidar suas tradições (...) é preciso embrutecê-los pela fadiga. Desnutridos, enfermos, se ainda resistem, o medo concluirá o trabalho: assestam-se os fuzis sobre o camponês, vêm civis que se instalam na terra e o obrigam a cultivá-la para eles. Se resiste, os soldados atiram, é um homem morto; se cede, degrada-se o caráter, não é mais um homem; a vergonha e o temor vão fender-lhe o caráter, desintegrar-lhe a personalidade." (Jean-Paul Sartre/1979)
O texto acima expressa a violência colonial como:

a) desestruturadora não apenas das tradições culturais, mas fundamentalmente do próprio sujeito subjugado;
b) dialética, pois o sujeito colonizado passa a ter os valores do colonizador após sua desestruturação;
c) diretamente vinculada às experiências em África e Ásia;
d) cruel, porém necessária para a constituição da modernidade;
e) resultado direto da ação do sujeito subjugado;

Resp.: a